Uma montadora do Irã anunciou que está planejando lançar um modelo de carro especialmente projetado para as mulheres.
De acordo com a montadora Iran Khodro, o veículo “feminino” deve incluir, entre seus assessórios, mecanismos para ajudar a estacionar o carro, um sistema de navegação, transmissão automática e um macaco que permitirá à motorista trocar o pneu seu sujar seu chador – o tradicional vestido islâmico, que cobre quase todo o corpo.
O carro também deve ter outros recursos para facilitar a vida da motorista quando ela estiver levando compras do supermercado para casa ou levando crianças para a escola.
A Iran Khodro, que é a maior montadora iraniana, anunciou que pretende lançar o veículo em várias cores consideradas femininas, e com o interior com diversos tipos de design.
Sexismo
O anúncio sugere que um certo grau de sexismo na sociedade iraniana. O que, possivelmente, é verdade – apesar de 60% dos estudantes universitários do país serem hoje mulheres.
Um estudo recente realizado na Universidade Allameh Tabatabaii, em Teerã, revelou que a maior parte das mulheres que trabalham no Irã afirma que homens e mulheres deveriam dividir mais igualitariamente o trabalho doméstico.
Entretanto, o estudo concluiu que os maridos das mulheres pesquisadas “pensam e agem de acordo com a tradição”.
De fato, a idéia de que homens casados cozinhem para suas mulheres é vista como bastante excêntrica na sociedade iraniana.
O resultado disso, de acordo com o estudo, é que as mulheres que trabalham “são obrigadas a assumir o papel de supermulheres para resolver seus problemas ao lidar com todas suas tarefas”.
O estudo também diz que, por isso, as mulheres iranianas “se tornaram cada vez mais frustradas com suas vidas”.
Motos proibidas
Oficialmente, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, diz que o Irã é o país onde existe a maior igualdade entre os sexos do mundo.
As autoridades proclamam com orgulho as conquistas e oportunidades abertas às mulheres iranianas.
Mas o conceito de “igualdade” iraniano é bem diferente do conhecido pelas feministas do Ocidente.
As mulheres (todas, inclusive as estrangeiras que estiverem no país) são obrigadas a usar um véu cobrindo a cabeça e ainda são proibidas de dirigir motos.
Recentemente, o país também anunciou planos de criar uma bicicleta especial para mulheres. Aparentemente, a idéia é incluir nas bicicletas “coberturas” especiais para esconder as formas femininas quando elas estiverem pedalando.
Fonte: BBC Brasil
Nota do ateu: O título deste post foi a única informação realmente interessante que consegui extrair deste texto.

“Entretanto, o estudo concluiu que os maridos das mulheres pesquisadas “pensam e agem de acordo com a tradição”.
‘Tradição é a personalidade dos imbecis‘ => Albert Einstein
Comentário por Fatima — 8 de Outubro de 2008 @ 14:56:40
[...] disseram que a única coisa que prestou na notícia foi a menção ao fato de que 60% dos universitários do [...]
Pingback por Montadora do Irã quer lançar ‘carro para mulheres’ » Palavras Sussurradas — 8 de Outubro de 2008 @ 17:41:19
[...] disseram que a única coisa que prestou na notícia foi a menção ao fato de que 60% dos universitários do [...]
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Criar um nicho de mercado com veículos de transporte adaptados para as mulheres é um retrocesso.
Isso marginaliza a mulher, embora concorde com a Fátima que essa movimentação toda visa diminuir a pressão das mulheres muçulmanas, cada vez mais instruídas e insatisfeitas com a tradição sexista do Islã.
Talvez a solução para o Oriente Médio esteja nas mãos das mulheres. O meu medo é essa solução não venha com diálogo, mas com sangue.
Comentário por AmadeusXIII — 13 de Outubro de 2008 @ 16:46:05
Amadeus,
Rudolf von Ihering disse que:
Assim, amigo, mesmo que eu compartilhe do sentimento que vc relatou: ‘O meu medo é essa solução não venha com diálogo, mas com sangue’, infelizmente não creio que quaisquer mudanças serão pacíficas.
Veja: alguém ou algum grupo é muito beneficiado com este estado de coisas….acha mesmo que esse alguém ou grupo abrirá mão de seus privilégios sem lutar para mantê-los?
Abração, meu amigo!
Comentário por Fatima — 14 de Outubro de 2008 @ 11:23:11
Concordo Fátima.
Penso que o conhecimento é a arma mais poderosa na luta pela liberdade em uma sociedade apega à tradições tribais.
E nisso as mulheres iranianas começam a levar ligeira vantagem.
Comentário por AmadeusXIII — 16 de Outubro de 2008 @ 12:00:44